Hamburguer do Seu Oswaldo
Assim como Oswaldo o Coelho Sortudo, a receita desse lanche e os frequentadores desse lugar já tem idade para serem domínio público.
Este estabelecimento serve o que algumas pessoas consideram como "o melhor hambúrguer (tradicional) de São Paulo".
O ambiente está congelado no estilo retrô dos anos de 1970, com um balcão em formato de "U".
Tal balcão, assim como a grande maioria deles, é extremamente desconfortável para pessoas altas. No entanto, há mesas normais.
O ambiente visível ao público é limpo, há a utilização de utensílios corretos na cozinha e os chapeiros usam máscara. Minha única crítica vai para o uso da infame luva preta gordurenta.
"Tradição que resiste à onda gourmet"

Com um cardápio que caberia tranquilamente em uma única página, as opções também estão paradas no tempo. A vantagem é que, por conta disso, elas são livres de metanol.
Assim como nas pizzarias de bairro, as variações seguem a estratégia "base + X". Normalmente, as combinações já previstas e fixas no cardápio costumam sair mais baratas do que pedir "base + adicional de X", o que não ocorre no caso do Seu Oswaldo.
Eu queria entender como uma fatia de queijo prato aumenta o preço em R$ 5,50.
A escolha por não servir batata frita, um item com alta margem de lucro, é deveras peculiar.
Para completar a imobilidade, não aceitam crédito, vale-refeição e nem Elo na Laranjinha deles.

O lugar é famoso pelos lanches possuírem um "molho de tomate", algo que é, de fato, fora do usual.
Porém, o famoso molho é, na verdade, um purê sem nenhuma complexidade, onde prevalece apenas o sabor dos tomates aguados.
Visível na foto acima e pela minha experiência, não há um padrão para a porção do molho.
O hambúrguer de 90g de patinho1 é normal, sem nada de especial.
O lanche é pequeno, e tive que comer 2 para ter uma refeição completa, sem exageros.
Assim como tudo no estabelecimento parece estar estacionado nos anos de 1970, o cheese salada apetece a um paladar obsoleto.
Na minha opinião, o cheese salada do Seu Oswaldo é comparável ao cheese salada do Osnir em preço, tamanho, sabor e satisfação: caro, pequeno e não é ruim, mas também não é bom. A diferença é que ele não vem banhado em maionese, além do hambúrguer ser menos gorduroso, o que não é negativo, considerando que passo mal sempre que como dois lanches do Osnir.
Com um produto medíocre, imagino que a alta margem de lucro seja para sustentar os vários "influenciadores", que frequentemente produzem conteúdo para o restaurante, para atrair novas vítimas que morrerão de tédio.
Conclusão
Conservadorismo não é bom.
Não vejo motivos para voltar lá.
Regular.