Momo Lamen – Shiro Misso Momo
Momo no sentido grego da palavra.
Os potes de macarrão e caldo vieram dispostos em um suporte de plástico de uso único.
A embalagem do caldo tem uma tampa muito ruim, que abre com facilidade.
Se a embalagem utilizada fosse melhor, talvez não seria necessário o suporte de plástico.
O Karaague veio numa embalagem pouco apresentável e envolta por uma fita adesiva.
Considerando que tiveram todo um trabalho com as demais embalagens, por que não estender ele ao frango?
Karaague

Comecei pelo Karaague.
Chegou frio.
Os pedaços não têm um tamanho padrão. Um pedaço era minúsculo e um outro era gigante.
Isso é um problema, pois essa entrada é vendida em uma porção com 6 unidades.
É um karaague normal e isso não é necessariamente algo bom.
É somente um frango empanado: frango e farinha. Há tempero, sim, mas ele não está presente com um sabor acentuado.
Ao pedir esse prato num restaurante, espero algo mais elaborado, não algo reproduzível em casa com o mínimo de esforço e conhecimento.
Tentei mergulhar o frango no caldo para ver se algum sabor aparecia, mas eu não deveria ter feito isso, porque antecipei a minha experiência com a sopa.
Shiro Misso Lamen

Pasta de soja suave, menma, moyashi, cebolinha e nori, 2 fatias de carne suína cozida, shimeji, ovo e milho.
Tenho preferência por lámen de missô, pois o sabor umami dele adiciona uma complexidade interessante à refeição. Tudo isso somado com a riqueza de toppings que vem no prato do Momo resultaram numa grande combinação de…
Nada.
Não tem gosto de nada.
Não é nem salgado.
Meu cérebro pedia desesperadamente que eu mordesse o karaague para sentir algum sabor. Quando o frango acabou, a situação ficou complicada.
Os miojos turbinados que eu faço com toppings bem parecidos tem mais sabor que isso.
A carne de porco tem uma camada muito grande de gordura e isso prejudicou demais, já que ficou só com gosto de gordura.
Moyashi praticamente inexistente.
Menma sem sabor.
Macarrão fino, bem parecido com miojo, só que não frito.
Ovo cozido padrão, com gema dura.
As únicas coisas que tinham sabor naquele pote eram o ovo, a carne (ruim) e o milho.
Chegou de morno para frio.
O tamanho da porção é razoável, mas teria sido insuficiente se eu não tivesse pedido o karaague.
Conclusão
Ruim.
Tofu puro tem mais sabor que essa sopa.
Deixo abaixo, na íntegra, uma avaliação publicada no Google Maps que eu queria ter lido antes de pedir meu lámen:
Agradeço de mais ao momo que foi quem me introduziu ao lamen, lembro bem quando fui com minha mãe, sentamos no balcão e fiquei feliz em ver uma cozinha super limpa e organizada, e eles servindo as tigelas de lamen, comida que eu nunca tinha ouvido falar antes. Essas boas lembranças, entretanto, não podem esconder alguns erros que o restaurante faz.
Comendo hoje, com maior repertório e conhecimento, consigo afirmar que o lamen do momo não é bom. O mais barato custa 50 reais e não vale o preço.
O caldo não é muito bom. Acredito que falta sabor e intensidade.
A cebolinha é mal cortada e em pouca quantidade.
O menma é ruim. Ele é uma das minhas partes favoritas, pois traz uma acidez muito interessante ao prato que na maioria das vezes é gorduroso. No lamen do momo além de vir pouco lamen, o menma é muito fino e não consigo sentir tanto a conserva.
O chashu é a pior parte. Gorduroso, seco e sem sabor. Está muito equivocado e a equipe do momo deveriam dar atenção a essa parte do prato (se forem ao momo, peçam o lamen de frango frito).
Aos pontos positivos: O ovo é bom. é com gema dura, numa linha de lamen mais tradicional. Assim como o macarrão que é ok também.
Limpeza e equipe MUITO bem treinada.
Gyoza é super correto. Desde sua cocção, molho e recheio.
O frango frito se não me falha a memória é bom também assim como os donburis.
Se alguém do momo ler meu texto, não me leve a mal. Separei os pontos que acho que devem melhorar. Reitero um: Chashu!! Tem que melhorar bem Momo é a porta de entrada para lamen de muitas pessoas e tem um papel bacana na construção de um cenário gastronomico de são paulo. O restaurante é bacana, a cozinha é linda mas falta capricho na hora de vender seu produto principal.
raduan muarrek – Reprodução: Internet/Google Maps